Publicado em 7 de Outubro de 2019 | 07h50m

Anitta usou playback no Rock in Rio? Cantora explica 'voz de apoio': 'Faz parte do meu show'

Pergunta ecoou após estreia da cantora no Rock in Rio do Brasil. Em entrevista após show, ela explica método e fala sobre diferença de tratamento entre gringos e brasileiros no festival.


Lorena Gomes



Anitta usou playback no Rock in Rio? A pergunta ecoou nas redes sociais depois da estreia da cantora na edição brasileira do Rock in Rio, neste sábado (5).

A resposta não é sim, nem não. Em conversa com jornalistas depois da apresentação, ela esclareceu que, no palco, conta com a ajuda de vozes de apoio.

"Quando é um show que tem muita dança, muita coreografia, normalmente são gravadas vozes de apoio, sim, para as partes em que as coreografias são mais pesadas."
"Não tem como fazer uma hora dançando sem parar - como é o meu set, que só teve 5 minutos sem dança - e cantar o tempo inteiro. Em alguns momentos, temos voz de apoio e, em outros, canto solo. Faz parte do meu show. A galera que entenda."

Anitta explicou que o procedimento é comum em shows de música pop, nacionais e internacionais. "A galera só gosta de falar quando é da gente daqui [do Brasil]."

Ela disse ter sentido a diferença de tratamento para artistas gringos e nacionais também antes do show. Por causa do atraso de artistas internacionais da programação - Anitta não revela os nomes -, a cantora não conseguiu passar o som antes da apresentação no Palco Mundo.

"A gente entrou no palco sem conhecê-lo. Quando nos deram, o festival já tinha começado. Entramos no palco ainda tentando entender o espaço", contou.

"Super rola diferença [de tratamento pela organização de festivais]. Mas, apesar de todos os pesares, deu tudo certo no fim. Conseguimos fazer um show muito legal. A gente se divertiu."

Mas, apesar dos elogios, ela disse que o show não foi exatamente como sonhou. "Nunca é, sou muito perfeccionista. Sempre quero que tudo seja melhor." 

Como foi o show?
Anitta estreou na edição brasileira do evento, relembrando a origem funkeira - uma estratégia já esperada para sua primeira vez na edição brasileira do festival, após anos de negociações e a participação em Lisboa, em 2018.

Foi o primeiro show em que o gênero, nascido nos morros do Rio, apareceu com força no Palco Mundo, o mais importante do evento carioca.

"Meu sonho sempre foi ver o funk reconhecido. No meu início, por ser uma artista de funk, o tratamento era diferente. Sempre quis trabalhar para que isso mudasse", afirmou, depois de sair do palco.

"Eu quero muito agradecer a todos vocês, porque vocês me colocaram aqui hoje", disse ela, durante a apresentação, em um dos poucos momentos em que conversou com o público.

Depois, fez um um outro agradecimento, que repercutiu nas redes sociais. "Se eu fosse contar tudo que passei até chegar aqui, talvez vocês não acreditassem. Por isso, hoje, quero agradecer a mim, porque eu não desisti."

 

G1

 

 







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